A Depressão da filha pode ser uma herança da mãe!

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter

Segundo um estudo feito pela University of California San Francisco (UCSF), a estrutura cerebral da depressão das filhas seriam herdadas da mãe. Publicado no Journal of Neuroscience em janeiro de 2016, 35 famílias participaram do estudo.

A depressão é um dos distúrbios mentais mais comuns, que se confunde com seus próprios sintomas, como a tristeza profunda desmotivada, sentimento de suicídio, perda de prazer e interesse nas atividade diárias e muitas outras coisas. A depressão está ligada a um circuito neurológico que é conhecido como sitema límbico.

O sistema límbico é responsável pela emoção e pelo comportamento social, além de regular mudanças de humor. E notou-se que existe a maior possibilidade da mãe passar essa estrutura para as filhas do que aos filhos ou, ainda, que os pais passem aos filhos de ambos os sexos.

Grande parte dos estudos já mostravam uma forte associação da depressão entre mãe e filha.  Em pesquisas com animais, a prole feminina apresentava mais mudanças emocionais do que a masculina quando havia estresse pré-natal. No entanto, nenhum estudo havia considerado toda a estrutura familiar, pai, mãe, filho e filha.

O resultado da pesquisa não significa que a mãe é a culpada pela depressão da filha, essa é uma área de estudo que apenas começou. Assim como outras doenças, há vários fatores que podem impulsionar o ocasionamento da depressão. Essa conexão seria uma das pequenas peças do quebra-cabeça.

Uma das limitações do novo estudo foi não avaliar as condições pré e pós-natal. A USFC  tem um estudo em curso no qual analisa o impacto dessas condições através da fertilização in vitro. Os cientistas classificam os resultados nos seguintes casos: mãe biológica recebeu a doação de óvulo;  ou a barriga de alugel que recebeu o óvulo da mãe biológico; a mãe foi implantanda com o próprio óvulo.

No entanto, esse foi o primeiro estudo que mostrou o conexão materna na transmissão do circuito límbico humano, levando em consideração ambos os pais e todos os filhos. Podendo ser uma ferramenta para entender melhor não só a depressão, mas outras condições neuropsiquiátricas e, assim, tratamentos mais adequados.

O artigo pode ser encontrado aqui: Female-Specific Intergenerational Transmission Patters of the Human Corticolimbic Circuitry

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter