Bebês Mamutes

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Faz tempo que postamos a primeira parte do mistérios dos mamutes. Muitas vezes, eles são encontrados bem conservados na Sibéria, principalmente os filhotes: os bebês mamutes. A primeira parte, você pode conferir aqui: Extinção dos Mamutes. O próximo será sobre a possível Clonagem de Mamutes, no qual o um famoso centro de pesquisas na Coreia do Sul vem tentando realizar o feito.

Bebês Mamutes e a Permafrost

Em diversas condições, não é raro encontrar mamutes preservados no Ártico, principalmente na Sibéria. Esses mamutes se encontram enterrados na permafrost, que significa camada permanente de gelo. A permafrost é o gelo que não descongelou há pelo menos um ano.

Permafrost
Permafrost: Crédito: UPSC, APPSC, TSPSC

Na Sibéria, onde a maioria desses animais são achados, a permafrost pode ter até 1km de profundidade. Portanto, significa que levou milhares e milhares de anos para se formar.

Polígono de Permafrost
Polígonos de Permafrost. Crédito: USGS.

Mais uma coisa, a superfície da permafrost pode derreter entre 0,5 a 2,0 metros durante o verão. O gelo impede a absorção da água formada, fazendo com que o solo seja pantanoso

Yuka
yuka
Yuka. Crédito: Anastasia Kharlamova

Um filhote de mamute-lanoso foi encontrado congelado na Sibéria em 2013. A fêmea batizada de Yuka tem 39 mil anos. Morreu entre os 6 e 9 anos de idade. O cérebro do animal encontrava-se bem preservado. Isso foi descoberto graças a ressonâncias e tomografias.

Foi a primeira e a única mamute a ser encontrada com o cerebelo em tais condições. O cérebro deve ter congelado e descongelado devido as variações térmicas ao longo dos anos, mas a conclusão é que este órgão é muito similar aos elefantes modernos.

A mamutezinha sobreviveu ao ataque de alguma espécie de leão que hoje está extinto, mas ela sobreviveu e lhe deixou uma cicatriz. Mas ela não teve sorte duas vezes, a perna quebrada e as várias mordidas levaram Yuka a morte.

Cortes nas suas costas indicam que humanos deveriam seguir o leão esperando que ele abatesse a presa. A mesma tática é usada por uma tribo no Quênia nos dias de hoje.

Lyuba e Khroma
Lyuba
Lyuba. Crédito: IBT

 

Lyuba foi encontrada em 2007 e Khroma em 2009, ambas mantinham preservados os conteúdos estomacais. Além disso, elas apresentavam estruturas esqueléticas diferentes, talvez alguma mudança evolucionária entre as linhagens ou a pequena diferença de idade, sendo Khroma mais velha e muito maior.

Lyuba, milhares de anos mais nova e que vivia a milhares de quilômetros de distância de Khroma, tem uns 42.000 anos e aparentemente sua morte não foi simpática. Ela caiu em um buraco de lama e se asfixiou até a morte. Tudo isso em seu primeiro mês de vida. Lyuba significa amor em russo, nome dado pela esposa do senhor que a descobriu enquanto procurava madeira.

A bebê Lyuba era muito nova para consumir sólidos, em seu estômago foram encontrados o leite da mãe, pólen das árvores e algas do lago. Entre elefantes modernos, nota-se que a mãe alimenta o filhote com estrume porque contém bactérias que ajudam a digestão de vegetais… O estrume contém pólen, logo a última refeição da Lyuba foi leitinho e estrumezinho.

A partir do dente de Lyuba, conseguiram calcular que ela passou 22 meses na barriga de sua mãe, o mesmo tempo da gestação de um elefante moderno.

Quanto a Khroma, ela não estava tão bem preservada. Sua coluna estava quebrada e havia sinais de mordidas de raposas do ártico e de corvos. Apesar de não ter passado por uma tomografia computadorizada completa como Lyuba, os cientistas conseguiram notar que assim como a outra, a mamute de dois meses havia acabado de se alimentar do leitinho da mãe.

A coluna quebrada e o fato de ter inalado lama levam a acreditar que a pequena tenha sido vítima de uma quebra na barragem de um rio, que acabou mandando mãe e filha pro Além.

Mesmo sendo muito maior que Lyuba, Khroma é um pouco menor que os elefantes modernos de sua idade, o que pode sugerir que o desenvolvimento dos mamutes era mais lento.

São essas semelhanças que nos fazem perceber a evolução desses bichinhos e até mesmo a nossa. Não é encantador poder saber que hábitos e estruturas biológicas de mais 40 mil anos permanecem nesses gigantes?!

 

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