Chocolate: uma dádiva da Mesoamérica!

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O chocolate deve ser um dos alimentos mais adorados do Planeta. Derivado do cacau, hoje está presente em praticamente todo o mundo, mas seus primeiros registros datam 1900 a. C. Antigas civilizações da Mesoamérica já o consumiam, como os Maias, os Olmecas e e os Astecas.

O primeiro povo de que se tem notícia que consumia chocolate eram os Olmecas. Em forma de bebida, serviam em belos jarros chamados de tecomates. Os Maias usavam copos cilíndricos que tinham um aro indicando o uso pretendido. Enquanto os copos Astecas (xicalli) tinham decorações muito ricas.

Copo Maia
Copo Maia. Crédito: Sainterx

Apesar de ser natural da América do Sul, a árvore do cacau (Theobroma cacao) foi cultivada primeiro na América Central, na região que hoje conhecemos por Guatemala e Belize. Havia quatro variedades de cacau.

Os Astecas chamavam o cacau de cacahuatal, enquanto a bebida era conhecida por xocolat. Acredita-se que o nome que conhecemos hoje venha dessa expressão.

Todos esses povos usavam o cacau para fazer trocas. O cacau era tão valioso para os astecas que eles usavam como moeda. E que muitas vezes as sementes eram falsificadas para parecem a moeda, no qual tinha interior preenchido com areia.

(Como assim areia?! Que pecado, esse vai para o mármore do inferno! Precioso… Precioso…).

Gollum e o precioso chocolate

O valor do cacau entre os astecas era meio inflacionado. Com uma semente, se comprava um tomate, já trinta sementes valiam um coelho. Seria difícil fazer Natal se vivêssemos no mundo asteca, um peru custava 200 sementes!

Tanto era, que o costume de beber chocolate era algo mais comum entre as classes mais altas, que o faziam após as refeições, acompanhado de tabaco. Poxa vida, pelo menos com o chocolate deveria haver uma lei de igualdade!

Copo Maia
Um maia de uma classe alta proibindo outro de tocar no recipiente de chocolate. Crédito: Justin Kerr/ mayavase.com

Os pobres consumiam em ocasiões especiais, como casamentos, misturados a um mingau de milho. Ainda assim, alguns estudiosos dizem que era algo exclusivo da nobreza. Mas havia outro jeito de apreciar a bebida tão preciosa: o individuo que se oferecesse a sacrifício receberia chocolate como um agrado, antes de partir. Isso acontecia em eventos como o festival feito em homenagem a Huitzilopochtli. (É… Acho que não gosto de chocolate tanto assim…).

Estátua Asteca
Estátua Asteca de homem carregando um cacau. Crédito: Brooklyn Museum.

Os astecas fermentavam, secavam e torravam os grãos.  Depois de triturados eram misturados a água quente, geralmente consumiam como uma bebida quente e espumosa que possuía um gosto amargo. Também misturavam com outros ingredientes, tais como baunilha, mel, ervas, pimenta, milho, flores e outras coisas.

Ainda bem que hoje, se você quiser chocolate, é só ir a qualquer lugar e comprar. O chocolate é para todos, sem sacrifícios!

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