Clonagem de Mamutes

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Será que algum dia será possível conhecer um desses fósseis só que vivos?! Existe na Coreia do Sul um laboratório especializado que almeja esse objetivo, clonar animais como os mamutes. No entanto, ainda não teve sucesso.

Leia agora o último de três posts sobre mamutes.

Será que ainda vamos clonar um mamute?

Mas  de onde surgiu a ideia? Bem, em maio de 2013, encontraram sangue de mamute durante a autopsia de um fóssil congelado. Em um dos cortes feitos em um mamute encontrado na Sibéria. O líquido escuro que escorreu  foi confirmado como sangue do animal, além disso, seus músculos encontravam-se em bom estado.

Mamute Lanoso
Buttercup, a mamute lanosa que foi encontrada. Crédito: Channel 4.

A fêmea, que morreu por volta dos seus 50 anos, deveria estar grávida ou amamentando. Conseguiram descobrir que ela teve pelo menos oito filhotes e que ao menos um morreu. Impressionante, não?

A morte dessa senhora se deu por uma emboscada de alguns de seus predadores em uma turfeira, que é um tipo de solo bastante propício para a preservação de fósseis e que ocorre em pântanos ou em locais de grande altitude. O incrível é que mesmo com o ataque dos predadores, seus restos estavam em excelente estado graças à turfeira, que proporciona um ambiente sem oxigênio, e também as baixas temperaturas.

Buttercup, como é chamada, pode ter tornado a possibilidade da clonagem cada vez mais real. Contudo, muitas questões éticas têm sido discutidas. Como a relação do animal que teria que servir como barriga de aluguel, no caso um elefante asiático.

Mamute
Tromba da Buttercup. Crédito: Nick Clarke Powell.

Algumas amostras do sangue de Buttercup foram enviadas para um laboratório da Coreia do Sul para que um dia o animal possa ser clonado.

Um pesquisador canadense, Kevin Campbell, solicitou amostras do sangue do animal, que continha hemoglobinas intactas. Anteriormente, esse mesmo cientista conseguiu extrair do DNA de um mamute de 40.000 mil anos uma bactéria que produzia sua hemoglobina. A hemoglobina do mamute era mais eficiente no transporte de oxigênio em baixas temperaturas do que a do elefante moderno.

Até o momento, todo material vivo têm sido guardado. A maior reserva desses materiais fica na Rússia, onde a maior parte foi encontrada. A Universidade do Nordeste (Rússia) anunciou que faria um clone em breve junto a Sooam Biotech Research Foundation (um dos maiores laboratórios especializados em clonagem que fica em Seoul, na Coreia do Sul).

Mamute Lanoso
As presas da Buttercup. Crédito: Channel 4.

 

Alguns não querem reconstruir o mamute com 100% de seu DNA, mas um animal híbrido, se posso assim dizer. Isso é possível graças a técnica de edição genética CRISPR.

Foi usando essa técnica que um geneticista, George Church, em Harvad, adicionou a elefantes modernos características de mamutes, como: orelhas menores, pelo longo e de cor diferente e mais gordura subcutânea. Os resultados ainda não foram divulgados, mas a ideia é saber se esses genes são capazes de produzir o pelo na cor e tamanho certo, por exemplo. A ideia é que produzir animais híbridos até conseguir produzir o mamute completo.

Um outro mamute, encontrado nas Ilhas Lyakhovsky na Sibéria, é o responsável pelo entusiamo de clonagem na Rússia. Encontraram um pedaço de pele que estava congelado há 10.000 anos.

Acreditando ter células vivas, os russos o enviaram para aquele laboratório sul-coreano. Lembrando que é praticamente  impossível encontrar células nesse estado, pois elas morrem devido aos milhares de anos congeladas.

O diretor do Museu do Mamute que fica na Universidade Federal do Nordeste, na Rússia, Semyon Grigoriev, especula que essas Ilhas tinham uma das maiores concentrações de mamutes e que focará seus estudos por lá. Mas seus esforços têm sido frustrados pela falta de estrutura e pela burocracia do país.

Mamute
Dentes da Buttercup, foi a partir deles que calcularam a idade dela. Crédito: Channel 4.

Nesse meio tempo, encontraram o resto de um raro mamute para a região: o mamute-pigmeu. Esse mamute habitava o que é hoje a Califórnia, nos EUA.

Existe maior possibilidade de se fazer animais híbridos do que embriões saudáveis devido à clonagem. A equipe de Grigoriev, que encontrou os restos, quer entender mais o animal, para, quem sabe, encontrar um ambiente que ele possa viver. Para o biólogo Sergey Zimov, o ambiente perfeito seria a Sibéria, no qual criariam um Parque Pleistoceno (período da última Era do Gelo). Mas convenhamos, nesses últimos 5 mil anos, o ambiente já mudou muito.

Será que esses animais poderiam prejudicar o meio em que vivemos? Sabemos que animais clonados vivem pouco e têm vários problemas de saúde, seria correto fazer isso com eles?

Mamute Lyuba
Bebê mamute: Lyuba. Crédito: NewProm.

Quer saber mais sobre mamutes? Veja como aconteceu a extinção deles aqui:  A Extinção dos Mamutes. Ou que saber mais sobre os filhotes que encontraram super preservados? Visite aqui: Bebês Mamutes.

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