Você sabe o que é Corundum? Este mineral pode estar no seu celular também!

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É um mineral a base de óxido de alumínio e é conhecido por sua dureza. Com estrutura hexagonal, pode apresentar cristais de diferentes cores.  Além de ser encontrado na natureza, também podemos produzi-lo.

Corundum de Rubi
Corundum de Rubi – aqui você pode ver perfeitamente a forma hexagonal. Crédito: Rob Lavinsky, iRocks.com/ CC3.0
Cores

Geralmente apresentam a cor cinza para o marrom, mas quando puro é translúcido. Esses espécimes translúcidos podem conter traços de impurezas, dando uma grande gama de cores e esses são mais conhecidos do que você imagina:

– Vermelho: rubi, que apresenta a impureza cromo;

– Azul: Safira, que apresenta a combinação de impureza ferro e titânio;

– Verde contém níquel, amarela ferro…

No geral, a vermelha se chama Rubi e as demais Safira. Portanto, existem safiras pretas, verdes e muitas outras.

Ainda há o esmeril, o corundum impuro misturado a outros minerais.

Corundum
Corundum de Rubi. Crédito: Rob Lavinsky, iRocks.com/ CC3.0
Usos

O corundum tanto o natural quanto o sintético são usados de diversas maneiras na indústria, como em: janela resistente a riscos para eletrônicos, rolamentos industriais, abrasivos para polimento, mecanismos de precisão (ex.: relógios) e jóias. Há grandes chances de você ter corundum na tela do celular ou no vidro do seu relógio!

Abrasivos: o corundum é quebrado em pequenos pedaços ou pó. Pode ser componente de uma lixa, esmeril, meios (bolas) de moagem etc.

Joia feita com safira.
Joia feita com safira. Crédito: Stanislav Doronenko/ CC3.0

Joias: as quatro joias mais importantes são o diamante, rubi, safira e esmeralda. Duas delas são corundum. Não se engane que só as gemas naturais fazem sucesso. Atualmente, as sintéticas têm aparência melhor que muitas naturais, são consideradas genuínas, apresentam a mesma composição e tudo pelo mesmo valor.

Os relógios suíços, no meio do século XIX, começaram a usar minúsculos rolamentos em seu mecanismo. Os relojoeiros notaram que o material era resistente ao atrito e ainda era preciso, prolongando a vida do relógio. No início do século XX, muitas marcas substituíram o corundum natural pelo sintético.

Relógio com mecanismo de corundum
Relógio com mecanismo de corundum. Crédito: Hustvedt/ CC3

Laser: o rubi sintético é essencial para o laser. O primeiro laser de rubi foi feito na década de 1960, sendo usados em equipamentos de última geração. Recentemente, podemos encontrar em leitores de CD e DVD, cortadores de metais, aparelhos de remoção de tatuagem, com fins cosméticos ou para cirurgia de olhos.

Resistência
Corundum de Safira.
Corundum de Safira.Crédito: Géry Parent/ CC2.0

Na escala de dureza, o corundum fica atrás do diamante e do moissanite (rocha a base de silício, feito em laboratório e que imita o diamante).

Ocorrência

Os corunduns podem ser encontrados em rochas ígneas como mineral primário. Os depósitos mais importantes de corunduns têm essa origem. Outro lugar para acha-los são em formações rochosas metamórficas que entraram em contato com xisto de alumínio e bauxitas.

Locais tradicionais para sua busca são Burma, Camboja, Sri Lanka, Índia e Afeganistão. Mais recentemente, alguns países se destacaram como: Madagascar, Quênia, Tanzânia, Nigéria e Malwai.

No Brasil,  destacam-se os seguintes estados: Rio Grande do Norte, Roraima, Paraíba, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Os sintéticos
Corundum sintético de rubi
Corundum sintético de rubi. Crédito: R.M. Rajarathinam.

Engane-se se você pensa que faz pouco tempo que fabricamos corundum sintético, o primeiro a fazer isso foi Marc Antoine Gaudin em 1837. Gaudin misturou oxalato de alumínio com uma pequena quantidade de cromo a altíssimas temperaturas. Mas foi em 1902 que o francês Auguste Verneuil anunciou a produção em escala comercial.

Depois surgiram processos como os hidrotermais ou por fusão em fluxo.

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