Encontrei um meteorito: encontrei mesmo?

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O meteorito é uma das rochas mais raras encontradas, é mais fácil encontrar ouro ou diamante que um meteorito. E ainda assim, há muita gente dizendo na internet que tem um para vender! Mas como identificar um exemplar dessa rocha tão rara?

Parecem, mas não são!

Na Terra é muito comum encontrarmos ferro oxidado, como magnetita ou hematita, essas aí vão se ligar a ímãs, assim como os meteoritos, mas não são!

Magnetita
Magnetita. Crédito: Beatrice Murch/ CC2.0

Geralmente pedras terrestres tem vesículas, buracos devido ao resfriamento e à passagem de gás, o que as torna mais leves. E nelas ainda vão encontrar quartzo na composição. Se a rocha parecer uma esponja, provavelmente é uma rocha vulcânica.

Vesículas do Basalto
Vesículas do Basalto. Crédito: Jstuby.

Os meteoritos também não são escuros como o basalto e nem como outros produtos metálicos feitos pelo homem.

Os meteoritos

O mais importante de tudo é saber o que são esses fragmentos de corpo sólido (como de asteróide, cometas, outros planetas e até da Lua) que vagam pelo nossos sistema solar, até que um belo dia atravessam nossa atmosfera e caem aqui. Bem, esses fragmentos são os meteoritos.

Legal saber!

Enquanto ainda estão no espaço são conhecidos por meteoroides. Já durante a passagem pela atmosfera, vulgarmente conhecido por “estrela cadente” – que fica incandescente devido ao atrito com o ar, chamamos de meteoro. Mas só se sobrar alguma coisa, chamamos de meteorito. Quando os meteoros atravessam a atmosfera terrestre, eles se desintegram e nem sempre chegam até nós. (Que azar os dinossauros tiveram!)

Meteoro
Meteoro visto de Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile. Crédito: ESO/C. Malin/ CC4.0
Classificação

Há três tipos: pétreos (rochosos, aerólitos –  que representam aproximadamente 93%), pétreo-férreos (mistos, sideróitos – representam aproximadamente 1%) ou metálicos (sideritos- representam aproximadamente 6%).

Como são?

Regmaglitos e linhas de fluxo: Os meteoritos têm sulcos (regmaglitos)em sua superfície que parecem as marcas que deixamos na massinha de modelar com os dedos. Um meteorito típico apresenta linhas de fluxo, que são linhas menores que o fio de cabelo humano, isso acontece devido ao derretimento do exterior que flui até as bordas.

Regmaglitos.
Exemplo de Regmaglitos, esses sulcos que parecem quando apertamos massa de modelar com os dedos. Crédito: Jon Taylor/CC2.0.

Crosta de fusão: Apenas a parte exterior é escurecida, conhecida como crosta de fusão, lembrando que há uma queima na passagem pela atmosfera, geralmente preta, mas pode ser verde, marrom ou cinza.

Meteorito.
Neste meteorito podemos ver a crosta de fusão, a parte escura externa. Já na parte interna vemos manchas amarronzadas de ferro oxidado. Crédito: Jon Taylor/ CC2.0.

Densidade: Possuem densidade maior que outras rochas terrestres. Se compararmos o peso do meteorito com de uma rocha comum do mesmo tamanho, o meteorito pode ser até 4 vezes mais pesado.

Magnetismo: Praticamente quase todos meteoritos possuem algum grau de magnetismo, pois em sua constituição tem níquel e ferro.

Interior: O interior é sólido, cinzento e tem, muitas vezes parte amarronzadas devido à oxidação do ferro.

Presença de níquel e ferro: Se decidir lixá-los, vai perceber que algumas partes ficarão prateadas (no caso dos rochosos) ou que o meteorito ficará inteiramente prateado como aço(se for metálico). Lembrando que não é um cinza grafite, é prata como aço mesmo!

Meteorito.
Este meteorito apresenta côndrulos, sendo a maioria de ferro. Note que foi polido e está prateado como aço. Crédito: James St. John/ CC2.0.

Côndrulos: Dentro dos rochosos, há um subtipo conhecido condrito. Porque se chamam assim? Porque tem muitos côndrulos, oras!! Côndrulos são como esferas ovaladas de rochas interligadas, imaginem se pegássemos um monte de bolinhas de massinha e juntássemos, formando um belo meteorito.  Esse tipo é o mais comum dentre todos, os tais côndrulos podem ser vistos ou não a olho nu.

Forma indefinida: Os meteoritos não tem forma definida. Seja por colisão cósmica ou pela passagem através da atmosfera, mas nenhum deles é um grande engenheiro, dificilmente vão ter forma aerodinâmica.

Raros exemplos não seguem essas regrinhas de “como ser um meteorito”, exceto pelos sulcos, forma indefinida e crosta de fusão. Mas, aí meu caro, só caindo do céu e pegando na hora para saber!

OBS: A imagem em destaque é de uma cratera de um Meteoro no Arizona, tem o tamanho de  uma cidade e é uma das mais bem preservadas que há na Terra. Crédito: Steve Jurvetson/ CC2.0.

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