Reaproveitamento de sarcófagos: os egípcios não desperdiçavam nada!

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Segundo a pesquisadora e curadora do museu de Fitzwilliam de Cambridge, Helen Strudwick, os egípcios já pensavam no meio ambiente há muito tempo… Não, pera! Na verdade, eles eram malandrinhos e, se dependessem de alguns, sua eternidade duraria pouco!

Vamos do começo, nem todo sarcófago é de pedra, havia também os de madeira. A madeira era um material escasso e valioso, além de trabalhoso… Depois do fato que a pesquisa veio a descobrir, a madeira poderia valer tanto quanto uma jóia.

Sempre se notou que muitos locais de descanso eterno eram saqueados em algum momento. Supunha-se que seus invasores talvez tivessem o intuito de roubar possíveis jóias e pedras preciosas que poderiam se encontrar em “posse” do morto. Mas o que não se imaginava era que aquele caixão , que poderia já ser de segunda mão, iria se tornar até de terceira mão!

Foi através de raio-x e tomografias computadorizadas que descobriram que vários sarcófagos foram feitos de pedaços de outros mais antigos e outros nem tanto. E não pense que as famílias nobres ficavam fora disso.

Nem mesmo ser o chefe dos escribas de Amon-Rá era garantia de ter um caixão novo, como foi o caso de Nespawershefyt. Seu caixão foi feito antes de sua morte e, ainda assim, uma parte de um caixão velho foi usado. Além de várias peças pequenas de madeira que foram meticulosamente juntadas com pinos e encaixes velhos. Maços de linho, palha e e barro davam o acabamento.

E o que falar do carregador de água, Pakepu, que viveu mais ou menos entre 700-650 a.C., que teve seu sarcófago feito com 74 peças de madeira e 143 pinos e, curiosamente, trabalhou com funerais e era pago para rezar pelos mortos.

Strudwick se pergunta se a família sabia que se o caixão era, assim, semi-novo ou mesmo se esse fato o tornaria mais barato. Talvez nunca tenhamos resposta para isso. Mas e você, se sentiria incomodado se reaproveitassem seu caixão e interrompessem seu descanso eterno?

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